O páramo que é pago por serviços hídricos, mas ninguém vê o dinheiro

Nos páramos dos Andes nascem muitos rios que alimentam o Amazonas e chegam ao Atlântico, como parte de um sistema continental que depois devolve essa água em forma de chuva. Milhões de pessoas dependem dessa água para consumo, irrigação e energia elétrica, mas os páramos enfrentam graves problemas que afetam sua capacidade de fornecimento. Por isso a ciência busca estratégias para entendê-los melhor e preservá-los. Poucos páramos ilustram esse paradoxo como o de Cumbal, no sul da Colômbia, que tem um projeto de venda de créditos de carbono que recompensa os habitantes por cuidarem do ecossistema e do serviço ambiental que ele presta. Contudo, as pessoas ainda não receberam o dinheiro prometido.

Operação internacional contra crimes ambientais na Amazônia deixa centenas de presos

Mais de 3.000 agentes de polícia da Colômbia, Bolívia, Brasil, Equador e Peru participaram da Operação Green Shield 2026, uma operação em larga escala contra crimes ambientais na Amazônia. O objetivo foi combater redes criminosas envolvidas em mineração ilegal, extração ilegal de madeira, tráfico de fauna silvestre, contrabando de combustíveis, entre outros crimes conexos.

O negócio da dependência na tríplice fronteira da Amazônia

Na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o avanço do narcotráfico transformou o consumo de drogas em uma crise de saúde pública que afeta especialmente as comunidades indígenas. Jovens Tikuna e Kokama são recrutados como mão de obra para trabalhar nos cultivos e nos laboratórios de coca no Peru, enquanto outros recebem pasta-base de cocaína como pagamento ou a obtêm em pontos de venda dentro de suas próprias comunidades, alimentando um ciclo de dependência, violência, suicídios e exclusão social.

Cientista defende cancelar contratos fósseis e diz que não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades

Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, da Universidade de Barcelona, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. Além disso, o pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência.

Colômbia gastou R$ 112 bilhões subsidiando combustíveis fósseis desde 2020

Nas discussões sobre as ações necessárias para abandonar progressivamente os combustíveis fósseis — iniciativa que reuniu mais de 60 países em Santa Marta —, há um ponto central em debate: a eliminação dos subsídios ao petróleo, gás e carvão. Segundo cálculos da ONG Transforma, o país gasta hoje mais de 2% do seu PIB com esses subsídios e ainda não possui uma rota clara para eliminá-los.

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