A chegada do fenômeno El Niño também terá graves consequências para a Amazônia. Uma nova análise que observou o comportamento de oito desses episódios identificou que, depois deles, houve um aumento dos incêndios florestais na floresta. O que podemos esperar desta vez?
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A falsa segurança da tríplice fronteira Colômbia-Equador-Peru e o desafio para os novos governos
Governos de direita alinhados com tendências de militarização e linha dura assumem o poder na Colômbia, no Equador e no Peru. No entanto, os discursos belicosos e as ações de caráter midiático contribuem pouco e colocam em risco os direitos das populações locais.
Operação internacional contra crimes ambientais na Amazônia deixa centenas de presos
Mais de 3.000 agentes de polícia da Colômbia, Bolívia, Brasil, Equador e Peru participaram da Operação Green Shield 2026, uma operação em larga escala contra crimes ambientais na Amazônia. O objetivo foi combater redes criminosas envolvidas em mineração ilegal, extração ilegal de madeira, tráfico de fauna silvestre, contrabando de combustíveis, entre outros crimes conexos.
O negócio da dependência na tríplice fronteira da Amazônia
Na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o avanço do narcotráfico transformou o consumo de drogas em uma crise de saúde pública que afeta especialmente as comunidades indígenas. Jovens Tikuna e Kokama são recrutados como mão de obra para trabalhar nos cultivos e nos laboratórios de coca no Peru, enquanto outros recebem pasta-base de cocaína como pagamento ou a obtêm em pontos de venda dentro de suas próprias comunidades, alimentando um ciclo de dependência, violência, suicídios e exclusão social.
Países amazônicos impulsionam aliança para proteger a Amazônia diante do El Niño
Há 80% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño. Em 2024, a seca, o desmatamento e o fogo colocaram a Amazônia em situação crítica.
‘Colonialismo disfarçado’: indígenas criticam modelo de transição justa que não assegura proteção dos territórios
Em Santa Marta, representantes de povos de diferentes países pedem que projetos que usam minerais críticos ou da economia verde, como os de crédito de carbono, sejam criados com a premissa de não afetar os direitos indígenas e seus territórios.
Ministros e líderes de 60 países tentam destravar o nó da dependência mundial do petróleo
Reunião do segmento de Alto Nível na conferência de Santa Marta chega após quatro dias de encontros de cientistas e diferentes grupos da sociedade civil.
Cientista defende cancelar contratos fósseis e diz que não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades
Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, da Universidade de Barcelona, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. Além disso, o pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência.
Colômbia gastou R$ 112 bilhões subsidiando combustíveis fósseis desde 2020
Nas discussões sobre as ações necessárias para abandonar progressivamente os combustíveis fósseis — iniciativa que reuniu mais de 60 países em Santa Marta —, há um ponto central em debate: a eliminação dos subsídios ao petróleo, gás e carvão. Segundo cálculos da ONG Transforma, o país gasta hoje mais de 2% do seu PIB com esses subsídios e ainda não possui uma rota clara para eliminá-los.
Em Santa Marta, cientistas mostram que a superação do petróleo é inevitável
Conferência na Colômbia coloca conhecimento científico como central para guiar nações para uma economia longe dos combustíveis fósseis; as iniciativas anunciadas nesta semana vão guiar acordo final entre líderes políticos e criar um fórum permanente para auxiliar implementações de ações práticas.