Enquanto a guerra com o Irã expõe os riscos dos combustíveis fósseis, a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis reúne, na cidade colombiana, uma ‘coalizão dos dispostos’ que busca um plano global para eliminar gradualmente petróleo, gás e carvão.
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Em meio à crise do petróleo, países da Pan-Amazônia ignoram conferência de Santa Marta
O silêncio de Peru, Bolívia, Venezuela, Equador, Guiana e Suriname contrasta com o avanço da sociedade civil, que levou à Cúpula dos Povos uma proposta para encerrar a expansão fóssil no bioma amazônico.
Fora do impasse das COPs, conferência em Santa Marta testa nova via para abandonar combustíveis fósseis
Encontro em cidade da Colômbia quer contribuir para mapa do caminho rumo ao fim do petróleo, gás e carvão, proposto durante a COP30, mas que deverá ser apresentado em novembro deste ano. Além disso, ministra do Meio Ambiente do país promete discutir ações sem as amarras do lobby da indústria petrolífera.
Conferência na Colômbia pode mobilizar um bloco econômico maior que os EUA contra os combustíveis fósseis
Se avançar, a iniciativa pode reconfigurar o mercado global de energia e pressionar investimentos a migrar para fontes limpas — deixando petroestados e suas reservas bilionárias encalhados.
COP15 aprova plano transnacional para conservar bagres ameaçados na Amazônia
Acordo entre cinco países amazônicos – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru – busca proteger espécies como a dourada e a piramutaba, ameaçadas pela pesca predatória e pela construção de hidrelétricas.
As tensões que o petróleo deixou em uma área fundamental da Amazônia colombiana
Quase todo o bloco petrolífero de Ombú, operado pela Emerald Energy, está sobreposto à Área de Manejo Especial de La Macarena, uma zona criada para conservar a região que está entre os Andes, a Amazônia e a Orinoquía. O projeto, atualmente suspenso após protestos sociais, expõe as tensões da extração de hidrocarbonetos em áreas protegidas sem regulamentação clara.
O comércio de minerais críticos: a rota ilegal que conecta a Amazônia à China
Foi tecida uma complexa rede de atores em torno dos minerais críticos da Amazônia. Alguns operam em corredores fluviais disputados, negociando com organizações guerrilheiras e forças da ordem corruptas. Outros, sob uma fachada de legalidade, movimentam grandes quantidades de material através de enormes cidades portuárias conectadas às rotas do comércio internacional, em uma série de operações que põem em risco o meio ambiente e a soberania dos países.
A oportunidade de Chorrobocón: a aposta nos minerais críticos
Nas florestas colombianas, onde o verde profundo da Amazônia se choca com a pobreza e a marginalização, prospera um negócio oculto e perigoso. Nos recantos remotos de Guainía, comunidades indígenas como os Puinave estão presas ao garimpo ilegal, uma atividade que lhes permite sobreviver, mas ameaça destruir a terra que habitam. Com o declínio do ouro, os minerais estratégicos surgem como uma promessa de futuro. No entanto, essa nova corrida por minérios, que promete ser menos poluente que a mineração de ouro, pode acarretar enormes riscos ambientais e sociais.
O preço do progresso: o lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia
A partir de extenso trabalho de campo e da investigação das cadeias de fornecimento, rastreando minerais desde a extração até compradores internacionais, revelamos como a corrida global pelos insumos da transição energética intensifica disputas violentas na fronteira colombo-venezuelana, onde grupos armados controlam o território, praticam abusos sistemáticos e destroem um dos principais sumidouros de carbono do planeta.
No quilombo Abacatal, lideranças discutem direito à consulta prévia e pedem inclusão do tema na carta final da COP30
Encontro reuniu lideranças indígenas, quilombolas e extrativistas de nove estados do Brasil e de quatro países na construção de um documento pela defesa dos territórios e do direito à consulta prévia.