A expansão da exploração de petróleo na margem equatorial amazônica vive um novo capítulo, com mais 86 blocos aprovados para a fase de estudo: Blocos em fase de estudo são áreas delimitadas para a exploração de petróleo e gás natural que ainda estão em análise. Nessa fase, são feitos estudos geológicos, sísmicos e ambientais para […]
Categoria:Petróleo
Não existe transição energética justa com novos territórios sacrificados
O Movimento Nacional dos Atingidos por Combustíveis Fósseis (MAF) nasce para organizar a resistência de povos e comunidades diante da expansão das fronteiras de petróleo e gás no Brasil.
Formar para resistir: a Amazônia precisa de comunidades fortes diante do avanço dos combustíveis fósseis
O avanço de grandes empreendimentos coloca em disputa o futuro da floresta e exige que povos e comunidades tenham informação, autonomia e poder para participar das decisões sobre seus territórios.
‘Exclusão gigantesca’: pesquisador afirma que 3,5 milhões de pessoas na Amazônia têm acesso restrito à energia e dependem de combustíveis fósseis
Enquanto a região produz um quarto da energia nacional, a população urbana e rural depende de diesel e gás natural, avalia Vinícius da Silva, pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente. Para ele, a escuta dos povos indígenas e comunidades tradicionais é a base para a meta nacional de universalizar o acesso à energia elétrica com renováveis até 2028.
Santa Marta pode marcar um ponto de virada na agenda climática
Coalizão de países com peso econômico global começa a desenhar o abandono dos combustíveis fósseis.
‘Colonialismo disfarçado’: indígenas criticam modelo de transição justa que não assegura proteção dos territórios
Em Santa Marta, representantes de povos de diferentes países pedem que projetos que usam minerais críticos ou da economia verde, como os de crédito de carbono, sejam criados com a premissa de não afetar os direitos indígenas e seus territórios.
Ministros e líderes de 60 países tentam destravar o nó da dependência mundial do petróleo
Reunião do segmento de Alto Nível na conferência de Santa Marta chega após quatro dias de encontros de cientistas e diferentes grupos da sociedade civil.
Cientista defende cancelar contratos fósseis e diz que não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades
Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, da Universidade de Barcelona, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. Além disso, o pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência.
Colômbia gastou R$ 112 bilhões subsidiando combustíveis fósseis desde 2020
Nas discussões sobre as ações necessárias para abandonar progressivamente os combustíveis fósseis — iniciativa que reuniu mais de 60 países em Santa Marta —, há um ponto central em debate: a eliminação dos subsídios ao petróleo, gás e carvão. Segundo cálculos da ONG Transforma, o país gasta hoje mais de 2% do seu PIB com esses subsídios e ainda não possui uma rota clara para eliminá-los.