Atlântico avança sobre a costa e muda a vida na foz do Amazonas

O nível do mar na desembocadura do rio com maior vazão em todo mundo cresceu 12,4 cm em três décadas, causando a erosão de territórios ribeirinhos e alterando a economia local, segundo uma análise inédita. As chuvas e as secas intensas na Amazônia alteram a interação entre a foz do rio e o Oceano Atlântico, provocando marés altas e a salinização da costa. As consequências dessas mudanças são observadas na disponibilidade das espécies mais pescadas no litoral amazônico. Também estão intimamente ligadas ao desmatamento no continente: até 2050, uma redução de 45% da floresta pode fazer com que a pluma do Amazonas chegue com menos força no Atlântico.

7 mil áreas protegidas estão ameaçadas por projetos de petróleo e gás em todo o mundo

A investigação Fueling Ecocide, liderada pelo Environmental Investigative Forum (EIF) e pela European Investigative Collaborations (EIC), revela que as licenças da indústria de petróleo e gás se sobrepõem a cerca de 7 mil áreas protegidas em todo o mundo. A área total de sobreposição chega a 690 mil km² — maior do que a França —, apesar das legislações existentes e dos esforços contínuos para proteger áreas-chave de biodiversidade.

‘Podemos estar contratando vários Brumadinhos’, afirma presidente do ICMBio sobre a nova Lei Geral do Licenciamento

Lei aprovada pelo Congresso reduziu a atuação do órgão, responsável pela gestão das unidades de conservação federais, no processo de licenciamento. No cargo desde 2023, Mauro Pires avalia que as mudanças nas regras vão aumentar a judicialização e obrigar a ação do ICMBio só depois que o dano ambiental já tiver ocorrido, diminuindo a chance de prevenção.

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