O nível do mar na desembocadura do rio com maior vazão em todo mundo cresceu 12,4 cm em três décadas, causando a erosão de territórios ribeirinhos e alterando a economia local, segundo uma análise inédita. As chuvas e as secas intensas na Amazônia alteram a interação entre a foz do rio e o Oceano Atlântico, provocando marés altas e a salinização da costa. As consequências dessas mudanças são observadas na disponibilidade das espécies mais pescadas no litoral amazônico. Também estão intimamente ligadas ao desmatamento no continente: até 2050, uma redução de 45% da floresta pode fazer com que a pluma do Amazonas chegue com menos força no Atlântico.
Categoria:Biodiversidade
Migração de aves altera cotidiano e impulsiona novos estudos na Amazônia
Na 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), que ocorre até o próximo domingo (29), iniciativas que unem pesquisadores e comunidades indígenas mostram que ainda há muito para descobrir sobre as revoadas que chegam à Amazônia brasileira.
Cientistas alertam para avanço do mexilhão-dourado na Amazônia e risco de chegada ao rio Amazonas
A espécie invasora (Limnoperna fortunei) de origem asiática já está presente em todos os municípios banhados pelo rio Tocantins e alcançou sistemas conectados, como o rio Pará e áreas da ilha do Marajó.
Indígenas ocupam balsa de grãos da Cargill durante barqueata contra hidrovia no rio Tapajós
Ação integra protesto contra dragagem do rio Tapajós e decreto que inclui trechos de rios amazônicos no programa de desestatização. Manifestação chegou ao 29º dia e reúne mais de 1,2 mil pessoas, segundo o movimento.
Petrobras divulga nova simulação para vazamento de óleo e ignora riscos aos recifes amazônicos
Levantamento mostra que documentos que analisaram e autorizaram a exploração de petróleo no bloco 59, na Foz do Amazonas, negligenciaram a região mais profunda do mar, mesmo após a constatação da existência do sistema recifal.
7 mil áreas protegidas estão ameaçadas por projetos de petróleo e gás em todo o mundo
A investigação Fueling Ecocide, liderada pelo Environmental Investigative Forum (EIF) e pela European Investigative Collaborations (EIC), revela que as licenças da indústria de petróleo e gás se sobrepõem a cerca de 7 mil áreas protegidas em todo o mundo. A área total de sobreposição chega a 690 mil km² — maior do que a França —, apesar das legislações existentes e dos esforços contínuos para proteger áreas-chave de biodiversidade.
‘Podemos estar contratando vários Brumadinhos’, afirma presidente do ICMBio sobre a nova Lei Geral do Licenciamento
Lei aprovada pelo Congresso reduziu a atuação do órgão, responsável pela gestão das unidades de conservação federais, no processo de licenciamento. No cargo desde 2023, Mauro Pires avalia que as mudanças nas regras vão aumentar a judicialização e obrigar a ação do ICMBio só depois que o dano ambiental já tiver ocorrido, diminuindo a chance de prevenção.
Uma gramática jurídica para a proteção da Amazônia
Com o reconhecimento da floresta, de seus rios e de seus povos como sujeitos de proteção, começa a se delinear uma nova gramática jurídica latino-americana que entende que proteger o bioma é, ao mesmo tempo, proteger a vida, a diversidade e um futuro comum possível.
Países amazônicos reafirmarão seu apoio a fundo para proteger as florestas do mundo
Em novembro deste ano, durante a COP30, será apresentado o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), um mecanismo financeiro para proteger as florestas presentes em cerca de 70 países.
‘Das palavras à ação’: o que se espera da Cúpula da Amazônia em Bogotá
Esta semana, Bogotá sedia a cúpula mais importante da Amazônia. As expectativas são altas, pois seria lançado um mecanismo para que os povos indígenas participem diretamente das decisões. Também se espera que os países assumam compromissos para evitar o colapso da região.