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Amazonas, mentira tem preço: como as fake news chegam na floresta

Mentiras e desinformação podem determinar futuro da Amazônia e colocam em risco populações indígenas

Comunicadores indígenas do Alto Rio Negro (AM) discutem fake news sobre a Covid-19 em comunidades no primeiro episódio da série.

São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos abrigam cinco Terras Indígenas e uma população de quase 100 mil pessoas, espalhadas em áreas urbanas e nas mais variadas localidades rurais, muitas delas remotas e sem acesso à internet.

É com o propósito de levar a informação em caráter profissional a essas regiões que a Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro, por meio do Instituto Socioambiental (ISA) e com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), inicia a parceria com o projeto ‘Amazonas: Mentira tem Preço’, com a com a FALA produtora e o InfoAmazonia.

Apresentadora da Rede Wayuri, a comunicadora Claudia Ferraz, da etnia Wanano, resume a complexidade do trabalho. “Atuamos numa área maior que Portugal, onde temos 23 etnias e cerca de 750 comunidades, algumas de difícil acesso. Além do Português, são faladas quatro línguas co-oficiais. Esse é outro desafio para os comunicadores que traduzem as informações”, afirma.

A Rede Wayuri é composta por comunicadores indígenas de pelo menos oito etnias: Baré, Baniwa, Desana, Tariana, Tukano, Tuyuka, Wanano e Yanomami. Além do podcast Áudio Wayuri, a Rede produz o programa Papo da Maloca, que vai ao ar às quartas-feiras, na rádio FM O Dia, de São Gabriel da Cachoeira.

Amazonas - Mentira tem preço
Fala - Histórias para não esquecer
InfoAmazonia
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