Mulheres que enfrentam o medo constante de alagamentos e inundações contam como a histórica desigualdade de gênero as empurra para o risco climático. Em Vitória do Jari, são elas que chefiam a maior parte das casas (56%) em áreas de risco. Fora delas, a maioria dos domicílios (75%) é chefiada por homens.
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Tabatinga, no Amazonas, concentra maior proporção de indígenas em áreas com risco de inundações e erosões
Cidade está na contramão do que acontece com outras populações tradicionais da Amazônia. Na comunidade Umariaçu, indígenas Tikuna enfrentam ameaças de deslizamentos, alagamentos e insegurança alimentar.
Em Belém, cidade-sede da COP30, 10% da população vive em risco de inundações e alagamentos em meio ao crescimento urbano desordenado
Capital do Pará reempacota obras históricas de macrodrenagem e saneamento como legado da conferência do clima, mas população critica atrasos e vê ações com desconfiança. Especialista alerta que construções devem vir acompanhadas de projeto de educação ambiental e gestão territorial.
População mais vulnerável a eventos climáticos na Amazônia está nas áreas urbanas e vive em favelas
Mapeamento inédito da InfoAmazonia traça o perfil dos grupos mais expostos a desastres hidrogeológicos na região – como deslizamentos, inundações, alagamentos e erosões – e revela que os mais afetados são, em sua maioria, jovens, mulheres, pardos ou negros, que vivem sem acesso adequado a saneamento.
Organizações indígenas criam estratégia para incluir demarcação de terras como política climática na COP30
O principal objetivo é ter o reconhecimento da importância dos povos indígenas para frear a emergência climática no mundo. Representantes dos povos querem participar das decisões com os líderes de Estado na conferência, marcada para novembro, em Belém.
Comunidade do Pará tem a maior concentração diária de poluição por fumaça, com índice 4.333% acima do considerado seguro
Em 4 de setembro de 2024, a comunidade Alvorada da Amazônia, em Novo Progresso, registrou uma média diária de 665 µg/m³ de material particulado fino, uma das principais substâncias tóxicas presentes na fumaça. A OMS recomenda que esse índice não ultrapasse 15 µg/m³.
Poluição por fumaça em comunidades Kayapó supera limite recomendado pela OMS em 800% no auge da temporada de queimadas na Amazônia
Em setembro de 2024, em comunidades nas Terras Indígenas Menkragnoti e Baú, no Pará, a concentração de ar poluído por fumaça atingiu a média de 134 µg/m³, quando limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15 µg/m³. Lideranças relatam dificuldades para respirar e plantações são destruídas pelo fogo.
Quilombos em Rondônia enfrentam concentração de fumaça 193% acima do limite em 2024
O pior cenário foi na comunidade quilombola Pedras Negras, no município de São Francisco do Guaporé. A população local contou que houve impacto no turismo, nas plantações e no modo de vida: ‘Por semanas, não víamos o sol’, relatou um morador.
Favelas de Boca do Acre, no Amazonas, foram as mais afetadas pela poluição da fumaça na Amazônia em 2024
No segundo semestre de 2024, a população das favelas e comunidades urbanas do município no interior do Amazonas enfrentou níveis de poluição de até 113 µg/m³, valor 653% acima do limite estabelecido pela OMS. No dia a dia, moradores relatam que tiveram que usar máscaras e crianças ficaram duas semanas sem aulas.
Estiagem no Amazonas agrava desafios de transporte e expõe a ausência do Estado na construção do Plano Nacional de Logística
Lançado em 2021 pelo governo federal, o plano traça diretrizes para modernizar a infraestrutura de transportes no país e prevê investimentos que podem ultrapassar R$ 1 trilhão até 2035. A ausência do Estado no debate preocupa especialistas, pelo risco de aprovação de projetos que possam comprometer a preservação da floresta.