Entre 2010 e 2022, o eleitorado da Amazônia Legal passou a votar cada vez mais em candidatos de direita e de partidos contrários à agenda climática. Neste domingo (25), segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Lula (PT) contrariou essa tendência: ampliou sua votação em todos os municípios da região e virou o resultado em relação a Flávio Bolsonaro (PL) em 24 deles.
O município com o maior crescimento na votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno foi Pracuúba, no Amapá, onde o resultado passou de 49,37% dos votos em Lula para 59,68%, uma alta de 10,31 pontos percentuais. Em seguida, aparecem Novo Alegre, no Tocantins, com crescimento de 8,76 pontos (de 53,52% para 62,28%), e Eirunepé, no Amazonas, com alta de 8,23 (de 57,99% para 66,22%).
Lula ampliou sua votação até mesmo nos municípios em que Flávio Bolsonaro liderou. Em Novo Progresso, no Pará, o candidato do PL obteve seu maior percentual de votos na Amazônia Legal: 84,13%, contra 13,40% de Lula. No segundo turno, o petista chegou a 15,69%, um avanço de 2,29 pontos percentuais.
Entre os dez municípios em que Flávio Bolsonaro obteve os maiores percentuais de votação no primeiro turno, Tapurah, no Mato Grosso, registrou o maior crescimento de Lula: de 18,05% para 22,04% — alta de 3,99 pontos percentuais.
A virada de Lula ocorreu em 24 municípios da Amazônia Legal, que inverteram o resultado entre os turnos: onde Flávio Bolsonaro havia sido o mais votado no primeiro turno, Lula passou à frente no segundo. Metade dessas cidades fica no Tocantins, com 12 municípios, seguido pelo Pará, com cinco, e pelo Amazonas, com quatro. Amapá e Mato Grosso têm dois municípios cada, enquanto o Maranhão tem um.
Esta geonotícia foi produzida na Unidade de Geojornalismo InfoAmazonia, com apoio do Instituto Serrapilheira.
Análise de dados: Renata Hirota
Consultoria científica: Ivan Silva
Visualização de dados: Carolina Passos
Reportagem e coordenação: Carolina Dantas
Direção editorial: Juliana Mori