O silêncio da petroleira franco-britânica Perenco diante dos danos ambientais causados na Amazônia peruana

A multinacional Perenco afirma adotar práticas sustentáveis em todo o mundo, omitindo que na Amazônia peruana já acumula 58 infrações ambientais que afetam os ecossistemas e seus habitantes, como mostra a investigação da InfoAmazonia e seus parceiros internacionais. As comunidades indígenas localizadas na área de influência direta e indireta do bloco petrolífero 67, no departamento de Loreto, desconheciam que a empresa havia recebido sanções ambientais até o contato com nossa reportagem.

Indígenas têm maior participação de todas as COPs, e agora querem estar nas mesas de negociação

A InfoAmazonia falou com ativistas e lideranças para entender como foi a participação dos povos indígenas na COP28. Representantes avaliam como positiva a escolha de Sonia Guajajara para chefiar a delegação brasileira, mas agora querem mais espaço para realmente decidir sobre o futuro do planeta, a emergência do clima e, claro, seus próprios territórios.

Durante a COP28, Ministério de Minas e Energia concede incentivos fiscais a projeto que explora gás no Amazonas

Portaria tornou prioritário o empreendimento do Complexo do Azulão, onde gás natural é explorado no Amazonas. Na prática, as empresas societárias passam a emitir títulos de crédito e compradores podem ter redução no imposto de renda. Eneva, empresa responsável pelo projeto, responde a processo na Justiça movido por lideranças indígenas e comunitárias.

Fim da impunidade à vista para assassinatos de indígenas Guajajara

Paulo Paulino Guajajara, guardião da floresta, foi assassinado em novembro de 2019 em uma emboscada por madeireiros ilegais na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. Equipe da Mongabay retornou ao território em agosto de 2023 para conversar com a família do líder indígena e com o guardião Laércio Guajajara, que sobreviveu à emboscada. O caso, após quatro anos, ainda aguarda julgamento, que está previsto para o primeiro semestre de 2024.

Loteamento de aldeias para projetos de carbono preocupa especialistas e defensores dos direitos indígenas

Sem mercado regulamentado no Brasil, empresas interessadas em crédito de carbono avançam sobre territórios protegidos para tentar garantir exclusividade em áreas de floresta e ignoram orientações da Funai e do MPF. Especialistas alertam sobre abusos em contratos e descumprimento de convenções internacionais sobre povos indígenas.

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