COP16: Empresas podem lucrar com a genética da biodiversidade do planeta?

Milhares de empresas têm acesso a bancos de dados com informações genéticas de milhões de plantas e animais. Com esses dados, desenvolvem novos produtos que geram lucros bilionários, dos quais as populações indígenas e comunidades locais raramente se beneficiam. Na segunda-feira (21), durante a COP16, iniciou-se uma discussão para buscar uma distribuição mais justa desses benefícios.

Mulheres quebradeiras de coco babaçu pedem respeito à legislação que protege a atividade ancestral

O coco babaçu é uma fruta nativa do Brasil, encontrada principalmente no Cerrado e na Amazônia. Historicamente, grupos de mulheres quebram os cocos para sobreviver e preservar a tradição em diferentes estados do país. A atividade é protegida pela Lei do Babaçu Livre em alguns estados, mas as quebradeiras continuam enfrentando desafios legais e físicos.

Consumo de carne de quelônios é parte da cultura amazonense, mas caça predatória é maior ameaça

Quelônios, que incluem tartarugas, cágados e jabutis, fazem parte da alimentação da população desde que os colonizadores chegaram ao rio Amazonas. A carne foi incorporada à mesa, principalmente, das comunidades ribeirinhas e tradicionais. No entanto, fiscalização fragilizada no interior do estado e caça predatória ameaçam as espécies e a biodiversidade amazônica.

Amazônia pode atingir o ponto de não retorno em 2050; como evitar isso?

Estudo realizado por 24 pesquisadores estampa a capa da revista ‘Nature’ deste mês. Os dados foram revisados desde 1980, e os cientistas observaram uma intensificação nas alterações na Amazônia a partir do início da década de 2000. Além disso, os resultados apontam quais são os limites de precipitação, seca e desmatamento que prejudicam a resiliência do bioma.

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