Em agosto de 2023, o Equador votou para interromper a extração de petróleo no Parque Nacional Yasuní. No entanto, o governo equatoriano está perto de não cumprir o prazo para fazer a suspensão, e organizações indígenas e ambientais denunciam a falta de vontade para implementação do plano. Enquanto isso, países como Peru e Brasil continuam explorando projetos petrolíferos na Amazônia.
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Maioria dos deputados nomeados para comissão que investiga crise Yanomami já discursou a favor do garimpo
Nove dos 16 parlamentares que integram a comissão já defenderam abertamente o garimpo na Amazônia em 15 ocasiões na Câmara. Além disso, 14 dos membros do grupo fazem parte da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), o principal bloco de oposição à pauta indígena no Congresso. Contraponto é representado por Célia Xakriabá, nomeada após questionamentos a Lira sobre a escolha dos nomes.
Com queimadas em Roraima, degradação é a maior em 15 anos na Amazônia em 2024
Estado representa 99% da degradação detectada no bioma nos primeiros 4 meses do ano, com mais de 282 mil hectares. Roraima concentrou a maioria das áreas degradadas pelo fogo nos últimos meses e também tem enfrentado uma seca histórica.
Na fronteira entre Guiana e Brasil, indígenas dos dois países entram em conflito devido à invasão garimpeira
A Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Roraima, está em uma das margens do rio Maú, na fronteira com a Guiana, país onde o garimpo é permitido dentro de TIs. Garimpeiros dos dois países entraram em acordo com indígenas guianenses para exploração e usam território no Brasil para passar equipamentos.
Mina de potássio começa a ser construída em território Mura, e MPF entra com ação judicial
Projeto Autazes, da mineradora canadense Potássio do Brasil, recebeu licença ambiental do governo do Amazonas para explorar área ocupada por indígenas há mais de 200 anos. História dos Mura contra mineração envolve denúncia de suborno, interesses políticos e contratos com o agro.
Burocracia e recursos administrativos beneficiam família de desmatadores com multas acima de R$ 30 mi
A família Heller é ré em mais de 26 processos fiscais relacionados a crimes ambientais nas cidades de Novo Progresso e Altamira, no Pará, e Itaúba, no Mato Grosso. Apenas dois processos foram quitados, por baixa automática. As primeiras multas datam de 1999.
Sonia Guajajara diz que projetos de carbono que desrespeitam direitos indígenas podem ser cancelados
Ministério dos Povos Indígenas tem orientado comunidades a aguardarem regulamentação do mercado de carbono pelo Congresso e diz que projetos que estão em terras indígenas precisam de anuência da Funai; contratos já assinados sem acompanhamento do órgão indigenista estão sendo analisados pela pasta.
Sob ameaça do garimpo, Mundurukus discordam em sair do território para receber segurança do estado
Vinte indígenas na região do Tapajós estão enfrentando ameaças de garimpeiros. Eles comunicaram a situação às autoridades, mas só quatro deles ingressaram em programa de proteção no Pará. O motivo: o grupo não quer deixar o território e ir para a cidade para receber segurança individual, e pede uma solução coletiva dentro de suas terras.
Mulheres quebradeiras de coco babaçu pedem respeito à legislação que protege a atividade ancestral
O coco babaçu é uma fruta nativa do Brasil, encontrada principalmente no Cerrado e na Amazônia. Historicamente, grupos de mulheres quebram os cocos para sobreviver e preservar a tradição em diferentes estados do país. A atividade é protegida pela Lei do Babaçu Livre em alguns estados, mas as quebradeiras continuam enfrentando desafios legais e físicos.
Carta final do ATL diz que decisões que suspendem demarcações são ‘declaração de guerra’
Em documento divulgado no encerramento do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) critica decisões dos três poderes e questiona relação do ministro do Supremo Gilmar Mendes com a bancada ruralista: ‘decisões tomadas em um almoço desses’.