O nível do mar na desembocadura do rio com maior vazão em todo mundo cresceu 12,4 cm em três décadas, causando a erosão de territórios ribeirinhos e alterando a economia local, segundo uma análise inédita. As chuvas e as secas intensas na Amazônia alteram a interação entre a foz do rio e o Oceano Atlântico, provocando marés altas e a salinização da costa. As consequências dessas mudanças são observadas na disponibilidade das espécies mais pescadas no litoral amazônico. Também estão intimamente ligadas ao desmatamento no continente: até 2050, uma redução de 45% da floresta pode fazer com que a pluma do Amazonas chegue com menos força no Atlântico.
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Não existe transição energética justa com novos territórios sacrificados
O Movimento Nacional dos Atingidos por Combustíveis Fósseis (MAF) nasce para organizar a resistência de povos e comunidades diante da expansão das fronteiras de petróleo e gás no Brasil.
COP15 aprova plano transnacional para conservar bagres ameaçados na Amazônia
Acordo entre cinco países amazônicos – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru – busca proteger espécies como a dourada e a piramutaba, ameaçadas pela pesca predatória e pela construção de hidrelétricas.
Mudanças climáticas afetam produção de alimentos e segurança alimentar na Amazônia
Enchentes, estiagens, chuvas e vazantes intensas comprometem a produção, e até a pesca, de populações tradicionais em estados da região. Municípios de locais com maior presença do agronegócio são os mais ameaçados.
Pesquisa aponta que 75% dos participantes estão com níveis de mercúrio acima do recomendado em Santarém
Pesquisa inédita indica que, mesmo a cerca de 300km dos garimpos ilegais do rio Tapajós, mais da metade dos moradores da zona urbana de Santarém apresenta níveis de contaminação por mercúrio até quatro vezes superior ao limite recomendado pela OMS. Entre os ribeirinhos, a contaminação chega a 90%.
‘Grude’ movimenta mercado milionário no Brasil e leva chineses à Amazônia
Pescadores do Pará aproveitam crescente apetite chinês por bexigas natatórias de peixes amazônicos, mas comércio pode minguar sem regulamentação e fiscalização
Pescadores formam aliança para proteger espécies da Amazônia
Série de encontros ao longo de 2019 reuniu mais de 100 pescadores para articular redes de monitoramento comunitário de 20 espécies de peixes migratórios
Pirarucu manejado da Amazônia pode ter garantia de preço mínimo
A proposta, que depende de autorização do Conselho Monetário Nacional, beneficiará pescadores das unidades de conservação.