O nível do mar na desembocadura do rio com maior vazão em todo mundo cresceu 12,4 cm em três décadas, causando a erosão de territórios ribeirinhos e alterando a economia local, segundo uma análise inédita. As chuvas e as secas intensas na Amazônia alteram a interação entre a foz do rio e o Oceano Atlântico, provocando marés altas e a salinização da costa. As consequências dessas mudanças são observadas na disponibilidade das espécies mais pescadas no litoral amazônico. Também estão intimamente ligadas ao desmatamento no continente: até 2050, uma redução de 45% da floresta pode fazer com que a pluma do Amazonas chegue com menos força no Atlântico.
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Novos blocos de petróleo em estudo avançam sobre área ampliada da Foz do Amazonas em alto-mar
A expansão da exploração de petróleo na margem equatorial amazônica vive um novo capítulo, com mais 86 blocos aprovados para a fase de estudo: Blocos em fase de estudo são áreas delimitadas para a exploração de petróleo e gás natural que ainda estão em análise. Nessa fase, são feitos estudos geológicos, sísmicos e ambientais para […]
Não existe transição energética justa com novos territórios sacrificados
O Movimento Nacional dos Atingidos por Combustíveis Fósseis (MAF) nasce para organizar a resistência de povos e comunidades diante da expansão das fronteiras de petróleo e gás no Brasil.
A primavera que liga Paris à Amazônia
O calor anômalo na França e o debate sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas mostram como a emergência climática conecta territórios distantes por um mesmo desafio global.
Auditoria da ANP aponta falhas de segurança em sonda da Petrobras e classifica condição como impeditiva na Foz do Amazonas
Fiscalização identificou risco grave no sistema de combate a incêndio em sonda do bloco 59, onde ocorre a exploração de petróleo; a estatal pode ser multada em até R$ 2 milhões.
Petrobras tenta incluir mais três poços na licença do bloco 59, na Foz do Amazonas, mas é barrada pelo Ibama
A estatal brasileira tentou usar a mesma licença do primeiro poço já licenciado no bloco 59, o Morpho, para incluir três perfurações ‘contingentes’ sem nova análise. O órgão ambiental afirma que a autorização é destinada para apenas o que era objeto do processo de licenciamento.
Petrobras divulga nova simulação para vazamento de óleo e ignora riscos aos recifes amazônicos
Levantamento mostra que documentos que analisaram e autorizaram a exploração de petróleo no bloco 59, na Foz do Amazonas, negligenciaram a região mais profunda do mar, mesmo após a constatação da existência do sistema recifal.
Correntes marítimas contribuíram para vazamentos em poço da Petrobras na Foz do Amazonas
Parecer da Agência Nacional do Petróleo aponta possíveis causas para derramamento de fluido durante perfuração no bloco 59, no início de janeiro, e liberou retomada das atividades de perfuração no local mediante cumprimento de condicionantes, antes da conclusão de duas auditorias em andamento sobre a segurança das operações.
Após vazamento, sonda da Petrobras na Foz do Amazonas passará por auditoria
Fiscalização da Agência Nacional do Petróleo ocorre após derramamento de fluido no bloco 59, em uma região onde, historicamente, uma em cada quatro perfurações já foi interrompida por acidentes mecânicos; organizações ambientais pedem suspensão da licença da Petrobras e a paralisação de novos licenciamentos.
Licença especial acelera licenciamento para empreendimentos que vão do agro à exploração de petróleo na Amazônia
Parte central de medida provisória aprovada pela Câmara nesta terça-feira (2), a nova Licença Ambiental Especial (LAE) prevê o prazo máximo de até 1 ano para licenciar projetos considerados ‘estratégicos’ pelo governo. Especialistas alertam para afrouxamento de regras para grandes projetos da agropecuária extensiva, mineração e exploração de petróleo.