Com 72% da população sem acesso à rede de esgoto, a cidade do sul do Amazonas sofre com risco de alagamentos, erosão e deslizamentos. A seca severa de 2023 e as cheias intensas de anos anteriores agravaram a situação. Moradores denunciam omissão do Estado e convivem com água contaminada e ameaças à saúde e à moradia
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Vitória do Jari, no sul do Amapá, expõe desigualdade climática com mulheres chefiando casas em áreas de risco
Mulheres que enfrentam o medo constante de alagamentos e inundações contam como a histórica desigualdade de gênero as empurra para o risco climático. Em Vitória do Jari, são elas que chefiam a maior parte das casas (56%) em áreas de risco. Fora delas, a maioria dos domicílios (75%) é chefiada por homens.
Tabatinga, no Amazonas, concentra maior proporção de indígenas em áreas com risco de inundações e erosões
Cidade está na contramão do que acontece com outras populações tradicionais da Amazônia. Na comunidade Umariaçu, indígenas Tikuna enfrentam ameaças de deslizamentos, alagamentos e insegurança alimentar.
Em Belém, cidade-sede da COP30, 10% da população vive em risco de inundações e alagamentos em meio ao crescimento urbano desordenado
Capital do Pará reempacota obras históricas de macrodrenagem e saneamento como legado da conferência do clima, mas população critica atrasos e vê ações com desconfiança. Especialista alerta que construções devem vir acompanhadas de projeto de educação ambiental e gestão territorial.
População mais vulnerável a eventos climáticos na Amazônia está nas áreas urbanas e vive em favelas
Mapeamento inédito da InfoAmazonia traça o perfil dos grupos mais expostos a desastres hidrogeológicos na região – como deslizamentos, inundações, alagamentos e erosões – e revela que os mais afetados são, em sua maioria, jovens, mulheres, pardos ou negros, que vivem sem acesso adequado a saneamento.