Busca por minerais estratégicos para alta tecnologia dispara e processos atingem 23 milhões de hectares na Amazônia Legal

São 4.795 processos minerários para substâncias como cobre, estanho, níquel, tântalo e terras raras, segundo dados da Agência Nacional de Mineração analisados pela InfoAmazonia. A área impactada equivale a mais de 150 cidades de São Paulo. Enquanto isso, projetos para criar a Política Nacional e Minerais Críticos e Estratégicos tramitam no Congresso Nacional, sem participação da sociedade e com licenciamento ambiental simplificado.

O comércio de minerais críticos: a rota ilegal que conecta a Amazônia à China

Foi tecida uma complexa rede de atores em torno dos minerais críticos da Amazônia. Alguns operam em corredores fluviais disputados, negociando com organizações guerrilheiras e forças da ordem corruptas. Outros, sob uma fachada de legalidade, movimentam grandes quantidades de material através de enormes cidades portuárias conectadas às rotas do comércio internacional, em uma série de operações que põem em risco o meio ambiente e a soberania dos países.

A oportunidade de Chorrobocón: a aposta nos minerais críticos

Nas florestas colombianas, onde o verde profundo da Amazônia se choca com a pobreza e a marginalização, prospera um negócio oculto e perigoso. Nos recantos remotos de Guainía, comunidades indígenas como os Puinave estão presas ao garimpo ilegal, uma atividade que lhes permite sobreviver, mas ameaça destruir a terra que habitam. Com o declínio do ouro, os minerais estratégicos surgem como uma promessa de futuro. No entanto, essa nova corrida por minérios, que promete ser menos poluente que a mineração de ouro, pode acarretar enormes riscos ambientais e sociais.

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