Patrocinadora da COP30, Vale compra créditos de carbono de área na Amazônia acusada de irregularidades no manejo madeireiro

Mineradora apresenta projeto ABC Norte REDD como seu trunfo ambiental, mas Ibama flagrou problemas na extração de madeira dentro da área de compensação climática – o que embasou uma denúncia apresentada pelo MP contra a Madeireira J & Y. Território na Amazônia paraense também registra desmatamento, autorização para pesquisa mineral e conflitos fundiários com comunidades tradicionais.

Mais da metade dos créditos de carbono da Amazônia está ‘contaminada’ pela mineração

Pelo menos 40 milhões de toneladas de carbono foram vendidas para compensar emissões de grandes marcas, como Ifood, Uber e Google, mas análise exclusiva da InfoAmazonia mostra que o selo verde esconde falhas estruturais: os projetos que geraram esses créditos estão sobrepostos a áreas com concessões minerárias, comprometendo a compensação climática prometida.

Edital para projetos de carbono do Amazonas concede unidades de conservação sobre terras indígenas, mas não consulta órgãos e comunidades

As áreas protegidas disponibilizadas pelo edital, atualmente na fase de divulgação das empresas escolhidas, estão sobrepostas às terras indígenas Acapuri de Cima, Uati-Paraná, Jaquiri e Porto Praia. Apesar disso, a consulta prévia às populações afetadas não foi realizada.

Grandes marcas compram créditos de carbono de esquema suspeito de esquentamento de madeira na Amazônia

Uma análise de dois projetos de créditos de carbono na Amazônia brasileira concluiu que eles podem estar ligados à lavagem de madeira ilegal. Os projetos pertencem a Ricardo Stoppe Jr., conhecido como o maior vendedor individual de créditos de carbono do Brasil, que faturou milhões de dólares negociando esses créditos com empresas como Gol, Nestlé, Toshiba, Spotify, Boeing e PwC.

Grupo colombiano descumpre recomendação da Funai e consegue assinatura de indígenas em projeto de carbono

Em outubro de 2023, a InfoAmazonia visitou territórios do Alto Solimões, no Amazonas, onde o grupo Community REDD+ estava preparando o projeto e tentando convencer os indígenas. Apesar de todas as recomendações contrárias feitas pelo órgão federal indigenista brasileiro, as empresas ingressaram nos territórios, realizaram reuniões e fecharam contratos.

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