Análise da InfoAmazonia mostra que milhares de pessoas vivem em zonas classificadas como de alto ou muito alto risco geológico na região amazônica, muitas delas em moradias precárias, próximas a encostas instáveis, áreas alagáveis ou margens de rios.
Tag:Unidade de Geojornalismo
Núcleo integrado à redação da InfoAmazonia, com uma equipe especializada em análise geoespacial, visualização de dados e inovações, trabalhando em conjunto com o time de jornalismo em pautas do dia a dia e investigações especiais. Além de publicações, a unidade também se dedica à formação em dados científicos para fins jornalísticos, promovendo módulos de ensino temáticos em parceria com cientistas. A unidade tem o apoio do Instituto Serrapilheira.
Como investigamos a sobreposição entre projetos de carbono e mineração na Amazônia
Análise exclusiva da InfoAmazonia revela que parte dos projetos de carbono florestal operam em áreas da Amazônia Legal onde há processos ativos de mineração — legal ou em fase de requerimento — criando um conflito direto de uso do solo.
Eventos climáticos destroem casas e distanciam crianças das escolas na Amazônia
Um quarto da população em risco na região tem menos de 14 anos. As crianças são vulneráveis às mudanças climáticas não apenas pelos desastres em si, mas pelas consequências ao desenvolvimento infantil.
Em Lábrea, falta de saneamento e clima extremo deixam população vulnerável a alagamentos e deslizamentos
Com 72% da população sem acesso à rede de esgoto, a cidade do sul do Amazonas sofre com risco de alagamentos, erosão e deslizamentos. A seca severa de 2023 e as cheias intensas de anos anteriores agravaram a situação. Moradores denunciam omissão do Estado e convivem com água contaminada e ameaças à saúde e à moradia
Vitória do Jari, no sul do Amapá, expõe desigualdade climática com mulheres chefiando casas em áreas de risco
Mulheres que enfrentam o medo constante de alagamentos e inundações contam como a histórica desigualdade de gênero as empurra para o risco climático. Em Vitória do Jari, são elas que chefiam a maior parte das casas (56%) em áreas de risco. Fora delas, a maioria dos domicílios (75%) é chefiada por homens.
Tabatinga, no Amazonas, concentra maior proporção de indígenas em áreas com risco de inundações e erosões
Cidade está na contramão do que acontece com outras populações tradicionais da Amazônia. Na comunidade Umariaçu, indígenas Tikuna enfrentam ameaças de deslizamentos, alagamentos e insegurança alimentar.
Em Belém, cidade-sede da COP30, 10% da população vive em risco de inundações e alagamentos em meio ao crescimento urbano desordenado
Capital do Pará reempacota obras históricas de macrodrenagem e saneamento como legado da conferência do clima, mas população critica atrasos e vê ações com desconfiança. Especialista alerta que construções devem vir acompanhadas de projeto de educação ambiental e gestão territorial.
População mais vulnerável a eventos climáticos na Amazônia está nas áreas urbanas e vive em favelas
Mapeamento inédito da InfoAmazonia traça o perfil dos grupos mais expostos a desastres hidrogeológicos na região – como deslizamentos, inundações, alagamentos e erosões – e revela que os mais afetados são, em sua maioria, jovens, mulheres, pardos ou negros, que vivem sem acesso adequado a saneamento.
Mais da metade dos créditos de carbono da Amazônia está ‘contaminada’ pela mineração
Pelo menos 40 milhões de toneladas de carbono foram vendidas para compensar emissões de grandes marcas, como Ifood, Uber e Google, mas análise exclusiva da InfoAmazonia mostra que o selo verde esconde falhas estruturais: os projetos que geraram esses créditos estão sobrepostos a áreas com concessões minerárias, comprometendo a compensação climática prometida.
Palma de áreas desmatadas ilegalmente está nos planos de combustível sustentável de aviação na Amazônia
Investigação da InfoAmazonia revela que a Brasil BioFuels cultiva palma em áreas embargadas por desmatamento ilegal no sul de Roraima para produzir combustível sustentável de aviação (SAF). Com histórico de conflitos sociais no Pará, a empresa planeja abrir a primeira refinaria amazônica do combustível em 2026.