Petrobras promete explorar um único poço, mas investigação aponta movimentação de petroleiras para avançar com a extração de petróleo em toda a Foz do Amazonas – com impactos para terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação.
Categoria:Petróleo
Amazônia desponta como nova fronteira global do petróleo
Em cinco décadas, a exploração petrolífera no bioma desmatou florestas, contaminou águas, despejou gases na atmosfera, invadiu territórios indígenas e aprofundou desigualdades. Agora, uma nova onda exploratória ameaça repetir essa história.
Como investigamos os dados de petróleo na Amazônia?
Em cinco décadas, a exploração petrolífera no bioma desmatou florestas, contaminou águas, despejou gases na atmosfera, invadiu territórios indígenas e aprofundou desigualdades. Agora, uma nova onda exploratória ameaça repetir essa história.
Se cumprir meta climática, Brasil não precisará importar petróleo, nem explorar Foz do Amazonas
A Petrobras alega que o Brasil precisará importar petróleo em 10 anos se não descobrir novas reservas na Foz do Amazonas. Mas análise exclusiva da InfoAmazonia mostra que, se o país cumprir suas metas climáticas, as reservas já provadas duram até pelo menos 2039.
Governo anuncia leilão para mais 47 blocos de petróleo na Foz do Amazonas
Ao todo, são 68 blocos incluídos na oferta na Amazônia Legal. Além dos 47 na Foz do Amazonas, onde o governo defende o licenciamento do bloco 59, há outros 21 blocos em terra disponibilizados para as petroleiras, cercando terras indígenas e unidades de conservação.
Novas áreas para exploração de petróleo previstas para 2025 impactam nove terras indígenas na Amazônia
Em junho, a ANP anunciou que blocos na bacia do Tacutu, em Roraima, serão ofertados ao mercado petroleiro no próximo ano. Análise da InfoAmazonia identificou que áreas em estudo afetarão territórios.
Itaú destinou 1,5 bilhão de dólares para empresa que explora gás na Amazônia
Relatório destaca financiamento de banco brasileiro para empresa Eneva, que está em briga judicial contra indígenas do povo Mura, no Amazonas; documento também mostra política de ‘greenwashing’ de grandes bancos para manterem financiamento de petróleo e gás na região amazônica.
A pressão para extrair petróleo na Amazônia enfrenta resistência indígena no Equador
Em agosto de 2023, o Equador votou para interromper a extração de petróleo no Parque Nacional Yasuní. No entanto, o governo equatoriano está perto de não cumprir o prazo para fazer a suspensão, e organizações indígenas e ambientais denunciam a falta de vontade para implementação do plano. Enquanto isso, países como Peru e Brasil continuam explorando projetos petrolíferos na Amazônia.
Campo de gás arrematado em leilão da ANP está em região que impacta área protegida no Amazonas
Empresas Atem e Eneva arremataram o Campo do Japiim, localizado a menos de 10 km da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. Leilão ocorreu na quarta-feira (13) e, na Amazônia, também foram concedidos outros quatro blocos para exploração.
O silêncio da petroleira franco-britânica Perenco diante dos danos ambientais causados na Amazônia peruana
A multinacional Perenco afirma adotar práticas sustentáveis em todo o mundo, omitindo que na Amazônia peruana já acumula 58 infrações ambientais que afetam os ecossistemas e seus habitantes, como mostra a investigação da InfoAmazonia e seus parceiros internacionais. As comunidades indígenas localizadas na área de influência direta e indireta do bloco petrolífero 67, no departamento de Loreto, desconheciam que a empresa havia recebido sanções ambientais até o contato com nossa reportagem.