Em setembro de 2024, em comunidades nas Terras Indígenas Menkragnoti e Baú, no Pará, a concentração de ar poluído por fumaça atingiu a média de 134 µg/m³, quando limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15 µg/m³. Lideranças relatam dificuldades para respirar e plantações são destruídas pelo fogo.
Categoria:Mudança climática
Quilombos em Rondônia enfrentam concentração de fumaça 193% acima do limite em 2024
O pior cenário foi na comunidade quilombola Pedras Negras, no município de São Francisco do Guaporé. A população local contou que houve impacto no turismo, nas plantações e no modo de vida: ‘Por semanas, não víamos o sol’, relatou um morador.
Favelas de Boca do Acre, no Amazonas, foram as mais afetadas pela poluição da fumaça na Amazônia em 2024
No segundo semestre de 2024, a população das favelas e comunidades urbanas do município no interior do Amazonas enfrentou níveis de poluição de até 113 µg/m³, valor 653% acima do limite estabelecido pela OMS. No dia a dia, moradores relatam que tiveram que usar máscaras e crianças ficaram duas semanas sem aulas.
Invisíveis da fumaça: comunidades da Amazônia enfrentam níveis extremos de poluição do ar em ano de seca recorde
Análise da InfoAmazonia revela que pequenos vilarejos, comunidades rurais, territórios indígenas e quilombolas registraram índices de poluição do ar muito acima dos limites considerados seguros pela OMS, durante a temporada do fogo de 2024.
Eventos climáticos destroem escolas e causam perda de R$ 1,6 bilhão à educação na Amazônia
InfoAmazonia analisou os dados dos desastres e os prejuízos causados ao ensino municipal da região desde 1991. As inundações, chuvas intensas, enxurradas e alagamentos foram os problemas que mais afetaram as escolas, representando 86% dos casos. Amazonas é o estado mais afetado.
Degradação da Amazônia emitiu 2,5 mais gases de efeito estufa que desmatamento em 2024
Foram 161,4 milhões de toneladas de CO2e emitidas devido à degradação do bioma, contra 60,7 milhões de toneladas causadas pelo desmatamento no ano passado, segundo levantamento do Imazon.
Agro é o setor que mais perde dinheiro com eventos climáticos na Amazônia
A agropecuária é o setor mais impactado financeiramente por eventos climáticos, como secas e inundações, na Amazônia Legal. Entre 1991 e 2024, a agricultura e a pecuária acumularam perdas de R$ 40,5 bilhões — R$ 36,2 bilhões e R$ 4,3 bilhões, respectivamente. Esse montante corresponde a 80% dos R$ 51,1 bilhões em prejuízo registrados na […]
Mais da metade dos municípios da Amazônia passou 2024 inteiro em seca
Análise da InfoAmazonia, com base em dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, revela que 459 municípios da região (59,5% do total) registraram algum grau de seca de 1º janeiro até 31 de dezembro no ano passado.
De Baku a Belém: 5 temas da COP29 que serão desafios ou oportunidades para a COP30
A conferência climática da ONU deixou decisões, lacunas e pendências que o Brasil terá que enfrentar em seu papel de presidência no próximo ano. Nesta análise, abordamos os principais pontos com as opiniões de especialistas.
‘Mão suja, dinheiro limpo’: agricultores lutam para produzir alimentos orgânicos em Altamira
Na região de Altamira, uma das mais desmatadas da Amazônia,
agricultores lutam para mudar a cultura de uma população que
usa veneno até para tirar mato do quintal e ensinam que plantar
vegetais orgânicos é lutar contra o colapso climático