Mapeamento do Amazon Underworld identificou a presença de mais de um grupo armado em 33% dos municípios onde há atuação confirmada de facções ou organizações criminosas, além de nove organizações que operam em dois ou mais países da região.
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A falsa segurança da tríplice fronteira Colômbia-Equador-Peru e o desafio para os novos governos
Governos de direita alinhados com tendências de militarização e linha dura assumem o poder na Colômbia, no Equador e no Peru. No entanto, os discursos belicosos e as ações de caráter midiático contribuem pouco e colocam em risco os direitos das populações locais.
O negócio da dependência na tríplice fronteira da Amazônia
Na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o avanço do narcotráfico transformou o consumo de drogas em uma crise de saúde pública que afeta especialmente as comunidades indígenas. Jovens Tikuna e Kokama são recrutados como mão de obra para trabalhar nos cultivos e nos laboratórios de coca no Peru, enquanto outros recebem pasta-base de cocaína como pagamento ou a obtêm em pontos de venda dentro de suas próprias comunidades, alimentando um ciclo de dependência, violência, suicídios e exclusão social.
A disputa pelo ouro na nova era Venezuela-Estados Unidos
Em Las Claritas, no coração da principal região de mineração da Venezuela, próximo à fronteira do Brasil e da Guiana, começaram a surgir fissuras na aliança entre o crime organizado, o poder político e as forças de segurança. Uma operação das Forças Armadas realizada no começo de junho nas minas ocupadas por grupos armados, seguida pela suposta morte do líder do Tren de Aragua conhecido como “Niño Guerrero”, anunciada por Donald Trump, revela uma tentativa de reorganização do poder numa região estratégica devido às suas vastas reservas de ouro e ao seu papel nas novas negociações entre Caracas e Washington.
Ouro, escavadeiras e fuzis: como facções e milícias dominam garimpos clandestinos na Terra Indígena Sararé
Instalado no território ancestral, o Comando Vermelho disputa espaço com escola, posto de saúde, base da Funai, garimpeiros e milicianos — enquanto coordena máquinas que derrubam a floresta na fronteira entre Mato Grosso e Bolívia.
O comércio de minerais críticos: a rota ilegal que conecta a Amazônia à China
Foi tecida uma complexa rede de atores em torno dos minerais críticos da Amazônia. Alguns operam em corredores fluviais disputados, negociando com organizações guerrilheiras e forças da ordem corruptas. Outros, sob uma fachada de legalidade, movimentam grandes quantidades de material através de enormes cidades portuárias conectadas às rotas do comércio internacional, em uma série de operações que põem em risco o meio ambiente e a soberania dos países.
A oportunidade de Chorrobocón: a aposta nos minerais críticos
Nas florestas colombianas, onde o verde profundo da Amazônia se choca com a pobreza e a marginalização, prospera um negócio oculto e perigoso. Nos recantos remotos de Guainía, comunidades indígenas como os Puinave estão presas ao garimpo ilegal, uma atividade que lhes permite sobreviver, mas ameaça destruir a terra que habitam. Com o declínio do ouro, os minerais estratégicos surgem como uma promessa de futuro. No entanto, essa nova corrida por minérios, que promete ser menos poluente que a mineração de ouro, pode acarretar enormes riscos ambientais e sociais.
O preço do progresso: o lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia
A partir de extenso trabalho de campo e da investigação das cadeias de fornecimento, rastreando minerais desde a extração até compradores internacionais, revelamos como a corrida global pelos insumos da transição energética intensifica disputas violentas na fronteira colombo-venezuelana, onde grupos armados controlam o território, praticam abusos sistemáticos e destroem um dos principais sumidouros de carbono do planeta.
Políticos e criminosos lutam pelos recursos de região ocupada pelo Comando Vermelho no Peru
Madre de Dios, região no sudeste do Peru, fronteira com o Acre, é reflexo de um padrão: na região, a riqueza do ouro e a pobreza coexistem com autoridades que defendem negócios particulares, enquanto as facções impõem sua lei e o ouro flui para os mercados internacionais, deixando um ciclo interminável de violência e devastação em seu rastro.
Amazônia sob ataque: 67% dos municípios têm a presença de facções criminosas
Pelo menos 662 de um total de 987 municípios amazônicos em seis países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) enfrentam a presença de facções criminosas e grupos armados.