O páramo que é pago por serviços hídricos, mas ninguém vê o dinheiro

Nos páramos dos Andes nascem muitos rios que alimentam o Amazonas e chegam ao Atlântico, como parte de um sistema continental que depois devolve essa água em forma de chuva. Milhões de pessoas dependem dessa água para consumo, irrigação e energia elétrica, mas os páramos enfrentam graves problemas que afetam sua capacidade de fornecimento. Por isso a ciência busca estratégias para entendê-los melhor e preservá-los. Poucos páramos ilustram esse paradoxo como o de Cumbal, no sul da Colômbia, que tem um projeto de venda de créditos de carbono que recompensa os habitantes por cuidarem do ecossistema e do serviço ambiental que ele presta. Contudo, as pessoas ainda não receberam o dinheiro prometido.

O mundo pós-fóssil começa a ser desenhado em Santa Marta

A 1ª Conferência para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis reuniu, de forma inédita, países dispostos a discutir como abandonar petróleo, gás e carvão e terminou com a sinalização de que não será um evento isolado, mas o início de um processo contínuo de transição. Brasil chegou à conferência como articulador do debate, mas saiu sob constrangimento após a publicação de sua proposta nacional de transição energética.

Colômbia gastou R$ 112 bilhões subsidiando combustíveis fósseis desde 2020

Nas discussões sobre as ações necessárias para abandonar progressivamente os combustíveis fósseis — iniciativa que reuniu mais de 60 países em Santa Marta —, há um ponto central em debate: a eliminação dos subsídios ao petróleo, gás e carvão. Segundo cálculos da ONG Transforma, o país gasta hoje mais de 2% do seu PIB com esses subsídios e ainda não possui uma rota clara para eliminá-los.

Turismo ameaça Lagos de Tarapoto, um dos locais mais preservados da Amazônia colombiana

Localizados a mais de duas horas de Leticia, cidade na fronteira com o Brasil, os lagos são um destino frequentemente procurado por viajantes que visitam a parte colombiana da floresta, famosa por seus carismáticos botos cor-de-rosa. No entanto, o turismo está começando a levantar muitas questões entre as comunidades indígenas próximas, que temem que possa sair do controle. Como encontrar um ponto de equilíbrio?

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