A 1ª Conferência para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis reuniu, de forma inédita, países dispostos a discutir como abandonar petróleo, gás e carvão e terminou com a sinalização de que não será um evento isolado, mas o início de um processo contínuo de transição. Brasil chegou à conferência como articulador do debate, mas saiu sob constrangimento após a publicação de sua proposta nacional de transição energética.
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Santa Marta pode marcar um ponto de virada na agenda climática
Coalizão de países com peso econômico global começa a desenhar o abandono dos combustíveis fósseis.
Colômbia gastou R$ 112 bilhões subsidiando combustíveis fósseis desde 2020
Nas discussões sobre as ações necessárias para abandonar progressivamente os combustíveis fósseis — iniciativa que reuniu mais de 60 países em Santa Marta —, há um ponto central em debate: a eliminação dos subsídios ao petróleo, gás e carvão. Segundo cálculos da ONG Transforma, o país gasta hoje mais de 2% do seu PIB com esses subsídios e ainda não possui uma rota clara para eliminá-los.
‘Não estamos pedindo um documento vazio ou um anúncio vazio’, diz ministra da Colômbia sobre Decisão Mutirão
Irene Vélez apresentou a Declaração de Belém para fazer a transição para longe dos combustíveis fósseis.
‘Das palavras à ação’: o que se espera da Cúpula da Amazônia em Bogotá
Esta semana, Bogotá sedia a cúpula mais importante da Amazônia. As expectativas são altas, pois seria lançado um mecanismo para que os povos indígenas participem diretamente das decisões. Também se espera que os países assumam compromissos para evitar o colapso da região.
Cidade de Leticia, na Colômbia, pode perder acesso ao rio Amazonas
Há mais de 20 anos, um grupo de cientistas colombianos alertou para mudanças no rio Amazonas: seu curso começava a se deslocar em direção ao lado peruano, ameaçando o acesso de Leticia ao rio. Hoje, a advertência se concretizou, e as consequências tornam-se cada vez mais visíveis para essa cidade amazônica.
As conexões que perdemos quando uma árvore desaparece
A COP16, um dos eventos mais importantes sobre biodiversidade no mundo, ocorre nesta semana em Cali, na Colômbia. Enquanto isso, na Amazônia — uma das regiões mais biodiversas do planeta —, cada hectare de floresta derrubado representa a perda de 139 árvores e, com elas, centenas de conexões com outras espécies. Isso é o que está em jogo.
Turismo ameaça Lagos de Tarapoto, um dos locais mais preservados da Amazônia colombiana
Localizados a mais de duas horas de Leticia, cidade na fronteira com o Brasil, os lagos são um destino frequentemente procurado por viajantes que visitam a parte colombiana da floresta, famosa por seus carismáticos botos cor-de-rosa. No entanto, o turismo está começando a levantar muitas questões entre as comunidades indígenas próximas, que temem que possa sair do controle. Como encontrar um ponto de equilíbrio?
Empresas colombianas ignoram Funai e leis brasileiras em projetos de carbono na Amazônia
Sem consulta adequada, lideranças foram convencidas a aceitar projeto de carbono em terras indígenas no Amazonas, com promessa de que dinheiro financiaria universidade nas aldeias; Funai desconhecia pré-contratos e diz que negociações poderão ser anuladas
Escassez de água e altas temperaturas: a seca avança na Amazônia
Desde setembro, a Amazônia tem mostrado sinais de uma seca significativa. Os baixos níveis e as altas temperaturas da água são alguns dos sintomas que mais preocupam os cientistas. Embora haja relatos de mais de 150 mortes de golfinhos no Brasil, ainda não há clareza sobre a causa. Além disso, as comunidades também têm sido afetadas pela escassez de água.