No mapa, passe o mouse sobre os requerimentos minerários para ver informações sobre o solicitante, tipo de registro, ano, minério, número e última movimentação do processo na ANM. Clique sobre as Unidades de Conservação para ver ano de criação e tamanho; e nas Terras Indígenas para fase de demarcação, etnias e área em km2. No menu superior à direita, clique para habilitar ou desabilitar as camadas de TIs e UCs. O mapa é atualizado diariamente com dados da ANM.

A ameaça que o setor de mineração representa para a Amazônia não é algo novo, mas é inegável que no atual governo federal ela tomou ares de política de Estado. Órgãos de fiscalização ambiental foram esvaziados, um projeto de lei para explorar áreas indígenas foi apresentado ao Congresso, e o presidente e seus ministros falam abertamente em “monetizar a floresta” e “passar a boiada”. O resultado dessas medidas foram queimadas, desmatamento recorde e um avanço histórico da mineração sobre áreas que deveriam ser protegidas pela União.

Como contraponto a uma política que visa o caos, optamos por fiscalizar o governo de forma sistemática e organizada. Assim nasceu o Amazônia Minada, uma ferramenta criada pelo InfoAmazonia para monitorar milhares de requerimentos minerários que ameaçam os povos da Amazônia. Para isso, um mapa mostra em tempo real novos pedidos protocolados na Agência Nacional de Mineração (ANM) que se sobrepõem a 385 terras indígenas e a 49 unidades de conservação de proteção integral da Amazônia Legal brasileira.

Se há boiada, damos nome aos bois. Sempre que um novo pedido é protocolado sobre essas áreas, o perfil-robô @amazonia_minada envia um tuíte com nome do dono do requerimento, a área ameaçada, o tipo de minério e a situação do processo.

Além da sistematização e visualização dos dados, investigamos as informações. Quatro repórteres apuraram quem são os donos desses pedidos, as empresas, seus interesses e como isso afeta as comunidades amazônidas. Esse trabalho será publicado aqui no InfoAmazonia e em veículos parceiros nas próximas semanas.

Aos leitores, pesquisadores e jornalistas, desejamos que aproveitem o material que organizamos e que consigam amplificar ainda mais o nosso alerta sobre a gravidade desses pedidos de mineração. Sintam-se à vontade para sugerir correções, tirar dúvidas ou fazer parcerias: [email protected].

Abraço da equipe Amazônia Minada.

Brasil, 13 de novembro de 2020.


#Equipe Amazônia Minada

Hyury Potter, coordenação geral e reportagem
Juliana Mori, visualização de dados
Fernando Eckstein, desenvolvimento de programação
Eduardo Goulart de Andrade, reportagem
Naira Hofmeister, reportagem
Pedro Papini, reportagem



O projeto Amazônia Minada tem o apoio do Rainforest Journalism Fund, em parceria com o Pulitzer Center. Em 2019, o projeto recebeu uma bolsa de inovação do International Center for Journalists em parceria com o The Wall Street Journal.

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