Anúncio foi feito por Marcos Kaingang, secretário de Mediação e Conflitos do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. Medida é tomada após associação Yanomami anunciar que indígenas precisaram render invasores nesta semana e levar até a Força Nacional dentro do território.
Repórter investigativo da InfoAmazonia, com foco em cobertura política, transparência pública, jornalismo de dados e questões socioambientais. Com mais de uma década de experiência, já colaborou para diversas publicações, como Estadão, Folha de S. Paulo, Revista Piauí, Intercept Brasil, Congresso em Foco, Agência Pública, entre outras.
‘Existem direitos que não se negociam’, diz Txai Suruí sobre decisão de Gilmar Mendes que suspendeu ações contra o marco temporal
Em entrevista à InfoAmazonia durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, a ativista indígena criticou as decisões do ministro do STF, que, além de suspender ações que questionavam a lei do marco temporal aprovada pelo Congresso, abriu uma conciliação sobre o assunto.
Relação entre Lula e indígenas começa estremecida na semana do ATL, maior evento indígena do Brasil
Presidente demarcou 2 terras indígenas, em meio à expectativa de um total de 6, e maior evento indígena do país começa com tom mais crítico ao governo federal. A coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil cobra uma agenda com o presidente no Palácio do Planalto, para uma reunião de trabalho, para definição de pautas mais objetivas.
Fazendas com licença temporária de uso do fogo queimaram florestas ilegalmente em Roraima
O governo do estado autorizou o uso do fogo dentro de 55 fazendas para o manejo de pastagens até 10 de fevereiro. Dentre elas, análise da InfoAmazonia detectou que 19 propriedades continuaram queimando áreas dentro e fora de seus limites após o prazo, incendiando florestas que deveriam ser preservadas. A liberação da gestão de Antonio Denarium (PP) ocorreu durante seca intensa e a mais grave temporada de queimadas já registrada em Roraima, segundo dados do Inpe.
Banco do Brasil financiou fazendas para criação de gado na TI Uru-Eu-Wau-Wau
Relatório do Greenpeace revela a concessão de crédito rural para produtores que já tinham áreas com Cadastro Ambiental Rural cancelado judicialmente, com propriedades ligadas ao desmatamento e a violações de direitos dos povos tradicionais.
Deputado afirma a fazendeiros ter conseguido revisão dos limites da TI Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia
Durante evento com produtores rurais do estado, o deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO) prometeu que órgãos do governo federal vão alterar limites geográficos da demarcação nos ‘próximos dias’. Medida visa beneficiar, principalmente, criadores de gado, que têm propriedades sobrepostas ao território indígena. Funai confirma pedido do Incra para avaliar possíveis erros de marcos físicos.
Ponte Brasil-Bolívia quer escoar produção do agro, mas não considera desmatamento e impacto nas comunidades
O projeto ainda não prevê impacto ambiental significativo em região com 49 terras indígenas e 86 unidades de conservação. Prioridade no novo PAC, a ponte tem conclusão prevista para 2027 e deverá conectar áreas produtoras do agronegócio do Brasil e Bolívia a portos no Atlântico e Pacífico.
Incra do Amapá vai rever projeto de manejo articulado por Alcolumbre em assentamento extrativista
Atual superintendente do órgão agrário confirma à InfoAmazonia que projeto madeireiro no Assentamento Agroextrativista Maracá ‘tinha pareceres contrários da área técnica que não foram observados pela antiga gestão’, e promete revisão da aprovação e da operação do manejo, que deve ser administrado de forma comunitária com sustentabilidade ambiental.
Exploração madeireira articulada por Alcolumbre no Amapá viola direito de extrativistas e beneficia empresas
Manejo florestal no Assentamento Agroextrativista (PAE) Maracá deveria ser comunitário e sustentável, mas teve gestão dominada pela madeireira TW Forest, que opera extração por meio de outras duas empresas. Técnicos do Incra e do órgão ambiental do estado alertaram sobre caráter empresarial e riscos socioambientais, mas projeto foi aprovado após assinatura de superintendente ligado a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em seu próprio tribunal, indígenas pedem responsabilização de gigantes do agronegócio e fim do projeto da Ferrogrão
Comunidades afetadas pela construção da ferrovia denunciam o risco de desmatamento e de perda de autonomia de seus territórios. Nova análise da InfoAmazonia identificou que os crimes ambientais no corredor de logística que inclui o empreendimento e outros projetos, como o asfaltamento da BR-163, já afetam diretamente 64 aldeias, 11 terras indígenas e 20 unidades de conservação.