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It’s coming the canoeing route “Canoa Bye Bye Xingu”, in Brazil

Indígenas, ribeirinhos e ativistas se unem na terceira edição da expedição pela Volta Grande do Rio Xingu, diretamente impactada por Belo Monte.

Os impactos do barramento do Rio Xingu pela hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, ainda não são totalmente mensuráveis, mas já amplamente vivenciados por quem depende do rio para viver, caso dos ribeirinhos, pescadores e indígenas. Por isso, a Associação Indígena Yudjá Miratu da Volta Grande do Xingu (Aymix) e o ISA vão realizar em setembro a terceira edição da Canoada Bye Bye Xingu, uma expedição ativista que vai percorrer 110 km do Rio Xingu a partir da cidade de Altamira.

Será entre 5 e 9 de setembro e é uma oportunidade sem igual para quem quiser conhecer o modo de vida dessas populações e ouvir delas como estão vivendo depois da construção da megausina, propiciando uma rica troca de saberes e conhecimentos. Veja aqui os detalhes da canoada.



Percurso

O ponto de partida é a cidade de Altamira, cuja estrutura mudou radicalmente desde que a Norte Energia, empresa responsável pelas obras, se instalou na cidade. A expedição vai passar pelo sistema de transposição de embarcações na barragem principal, onde fica a casa de força secundária da usina, além da Ilha da Fazenda e Terra Indígena Paquiçamba, território do povo Juruna, chegando até a região da Cachoeira do Jeriquá, um dos mais belos trechos da Volta Grande, formado por cachoeiras, pedrais, bancos de areia e ilhas (saiba mais sobre os Juruna no final do texto).


Grande parte do percurso sofre com redução da vazão de água em decorrência do desvio do curso do rio para a construção e operação da usina. A mudança na paisagem é evidente, assim como as consequências para a sociobiodiversidade do local.

Veja abaixo o vídeo da Canoada do ano passado.

Confira também a notícia que traz uma galeria de fotos.

Informações

O custo para participar da canoada é de R$ 3.900 por pessoa, incluindo a parte terrestre: dois dias de hospedagem em Altamira, quatro dias de remada no Xingu, alimentação durante o percurso, aluguel de canoas, remuneração de guias e voadeiras de apoio, camiseta e remos. Importante: o trecho aéreo até Altamira não está incluído nesse valor. É importante ressaltar que a Canoada é um projeto sem fins lucrativos. Quer saber mais? Veja aqui as perguntas mais frequentes sobre a canoada e confira as respostas.

Os donos do rio Os Yudjá, conhecidos como Juruna, guardam uma relação especial com o Rio Xingu: são exímios navegadores e pescadores, empregando uma grande variedade de técnicas de pesca e detendo um conhecimento profundo da ecologia do rio. São conhecidos como “os donos do rio” pelo fato de no passado terem cruzado o Xingu da foz às cabeceiras. Ao lado dos índios Arara da Volta Grande, é o grupo indígena que vive mais próximo dos canteiros de obras, que agora estão sendo desativados. Além de viverem principalmente da pesca, os Juruna dependem do rio para se deslocar. O barramento imposto pela usina de Belo Monte põe seu modo de vida em risco.

– Esta matéria foi originalmente publicada no Instituto Socioambiental e é republicada através de um acordo para compartilhar conteúdo.

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