por Juliana Mori (gráficos e mapas), Erika Berenguer (textos)


Para ajudar a entender como a Covid-19 tem afetado a população amazônica, este projeto monitora a doença e fatores que influenciam sua evolução nos nove estados da Amazônia Legal. Os dados são atualizados automaticamente, com os dados abertos disponibilizados pelo Brasil.IO, que compila diariamente informações das Secretarias Estaduais de Saúde.
O mapa abaixo mostra todos os casos e óbitos confirmados nos municípios amazônicos atingidos pelo novo coronavírus. No canto direito, você pode acompanhar os números totais da região e filtrar os município do mapa por número de casos e mortes.


No mapa, clique sobre cada ponto para número absoluto de casos, mortes, taxas por 100 mil habitantes, população estimada e data da última atualização no município. Aproximando com a ferramenta de zoom, os números totais de casos e óbitos são recalculados para a área que está sendo visualizada.

Casos e mortes por estado

Diferentes estados têm diferentes tamanhos populacionais, então, para compreender como a doença está afetando cada uma das unidades da federação, é necessário padronizar o número de casos e óbitos entre eles. Nos gráficos abaixo, usamos a escala logarítimica para ressaltar a velocidade exponencial com que a Covid se espalha e compreender a trajetória da curva de propagação em cada estado. As marcações do eixo vertical, estão organizadas em múltiplos: 1 caso, 100 casos, até 100 mil casos confirmados. No eixo horizontal, o tempo desde o primeiro caso confirmado no Brasil (25 de fevereiro, em São Paulo). As linhas coloridas representam os estados da Amazônia legal; em cinza claro, os outros estados brasileiros.


Novos casos confirmados por dia em cada estado da Amazônia Legal

Diariamente as Secretarias Estaduais de Saúde compilam o total de casos de COVID-19 reportados por cada Secretaria Municipal de Saúde. Quando há uma tendência de mais casos sendo reportados, significa que a doença está avançando num determinado estado. No entanto, há problemas técnicos e logísticos que podem gerar picos e vales nos gráficos que nada têm a ver com a progressão da doença em si. Por exemplo, é comum que o número de testes processados diminua nos finais de semana e feriados, quando as notificações caem, o que pode gerar a falsa impressão de que o avanço da doença está desacelerando. Para reduzir essas distorções, calculamos nos gráficos abaixo as médias móveis dos últimos 7 dias (linha azul escura), que permitem visualizar se a doença está avançando ou diminuindo.






atenção: gráficos em escalas diferentes

Deserto hospitalar

A Amazônia é o que é chamado de ‘deserto hospitalar’, ou seja, uma região com pouca ou nenhuma infraestrutura médica. Por exemplo, dos nove estados da Amazônia Legal, quatro só possuem leitos de UTIs em suas capitais. Amazonas, o maior estado da federação, só tem UTI em Manaus.



Nos mapas, passe o mouse sobre as áreas para ver a quantidade de leitos de UTI, respiradores existentes e população de cada município.

Fontes: todos os dados de casos e óbitos analisados são obtidos diariamento do Brasil.IO, graças a uma força-tarefa de 40 voluntários que, diariamente, compilam boletins epidemiológicos das 27 Secretarias Estaduais de Saúde e os disponibilizam como base de dados aberta. Já os dados de leitos de UTIs e respiradores existentes foram extraídos do Tabnet do DataSUS/Ministério da Saúde em 31/05, e se referem a dados de abril de 2020. Nos gráficos por estado, os dados do Maranhão se referem ao estado inteiro, incluindo a parte leste que está fora dos limites da Amazônia Legal.

Veja também
Cobertura InfoAmazonia sobre Covid-19

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