: Mesmo com proibição, queimadas crescem no Pará, Acre, Amazonas e Mato Grosso

Mesmo com proibição, queimadas crescem no Pará, Acre, Amazonas e Mato Grosso

qua, 29 de julho de 2020

Com duas semanas de estiagem nos estados da Amazônia Legal, números de focos de calor em quatro estados crescem de forma acentuada. Maior alta é no Pará, 43%. Imagem acima captada no dia 28 de julho, mostra queimadas no eixo das rodovias Transamazônica e BR 163. (Satélites Aqua e Terra, sensor MODIS)

A proibição de queimadas por 120 dias na Amazônia, decretada pelo governo Bolsonaro, ainda não surtiu efeito nas queimadas ocorridas em quatro estados da região. Pará, Acre, Amazonas e Mato Grosso.

De acordo com o acompanhamento do INPE, na comparação entre janeiro e julho de 2020 com o mesmo período do ano anterior, estes quatro estados apresentam as seguintes altas: Pará: 43%, Acre: 33%, Amazonas: 22%, Mato Grosso: 3%.

Queimadas registradas no início desta semana (dia 26 de julho) em Apuí, campeão de focos de calor em todo o Brasil (NASA Aqua/Terra Sensor MODIS)

A Amazônia Legal, entretanto, apresenta uma queda de 9% no número de focos de calor em comparação com 2019. A redução está sendo liderada pelo estado de Rondônia, onde há uma baixa de 63% nas queimadas.

O mês de julho pode ser considerado ainda ameno no “verão amazônico”, período de estiagem que se inicia em maio. Tradicionalmente os meses de agosto e setembro são os piores em termos e queimadas e desmatamento.

Até a semana passada, os municípios com os maiores focos de queimada em todo o Brasil estavam localizados no bioma Pantanal, como Poconé e Corumbá. Nesta semana, no entanto, municípios da Amazônia passaram a liderar o ranking. Nas últimas 48 horas, Apuí (AM), São Felix do Xingu e Altamira (ambos no PA), aparecem como os municípios com mais queimadas.

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