: Manaus deve ter uma das maiores cheias da história em 2017

Manaus deve ter uma das maiores cheias da história em 2017

Thu, 06 de April de 2017

Alerta da CPRM deve ser divulgado nesta sexta-feira e, ao que tudo indica, nível do Rio Negro deve passar dos 29 metros

Por Vandré Fonseca

O alerta de cheias para o Rio Negro, em Manaus, deve confirmar que 2017 terá uma das dez maiores cheias já registradas em Manaus, com a cota acima dos 29 metros. Em média, desde que começou a ser medido, em 1902, o nível do Rio Negro no município atinge 27,87 metros no pico da cheia, que ocorre normalmente no mês de junho. A previsão será divulgada nesta sexta-feira (31) pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

Confira o nível atual do Rio Negro em Manaus:

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Nesta quinta-feira, o Negro chegou a 27,19 metros e ele deve continuar a subir até meados de junho, quando então começa a vazante e as águas recuam. Os sinais de uma grande cheia são dados pelo comportamento dos rios Solimões e Juruá, no oeste de Amazonas. Por lá, as águas já estão bem acima da média, impulsionadas por chuvas que ocorreram nas cabeceiras na Cordilheira dos Andes.

Quatro municípios da calha do Rio Juruá, no oeste do estado, estão em situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil. Em Guajará, Ipixuna, Eirunepé e Itamarati, já são 5.970 famílias afetadas. Outros dez municípios banhados pelo Juruá e Solimões estão em alerta. A Defesa Civil está atenta também ao comportamento do Rio Amazonas entre Manaus e a divisa com o Pará.

“A grande onda de cheia já foi criada pelas chuvas de fevereiro”, afirma o superintendente da CPRM, Marco Antônio de Oliveira. “Agora, o Solimões já está com nível alto e o Negro também. Tudo isso contribuiu para uma grande cheia aqui em Manaus”, completa.

Além do nível da água, outra preocupação é com o período em que o Rio Negro vai ficar acima dos 29 metros. Em 2012, quando foi registrada a maior cheia da história do Rio Negro, que chegou a 29,97 metros, foram 71 dias acima da cota de alerta. Isto significa que, durante todo esse tempo, pessoas atingidas pela cheia não puderam retornar para suas casas. A cota de alerta indica que casas que ficam nos bairros mais baixos banhados pelo Rio Negro devem ser atingidas pela cheia. Com nível acima de 29,40 metros, ruas do centro de Manaus também são afetadas.

Na cheia histórica de 2012, Rio Negro ficou 71 dias acima do nível de alerta em Manaus. Foto: Fora do Eixo

Na cheia histórica de 2012, Rio Negro ficou 71 dias acima do nível de alerta em Manaus. Foto: Fora do Eixo

A previsão de que Manaus teria uma grande cheia este ano já havia sido dada pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Jochen Schöngart, que desenvolveu um método alternativo para antecipar o alerta de cheia. Segundo a previsão de Schöngart, o Rio Negro deverá chegar a 29,18 metros, com uma margem de erro de 30 centímetros para cima ou para baixo. Se confirmado, este número significa que, em um intervalo de dez anos, o Rio Negro terá registrado seis das dez maiores cheias da história.

Acre
A cheia do Juruá afetou também o interior do Acre. Em fevereiro, foi registrada a maior cheia em 22 anos no município de Cruzeiro do Sul, banhado pelo rio. O nível da água chegou a 14,24 metros, bem acima da cota de transbordo, 13 metros. Doze municípios foram afetados e 3,7 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.

Na capital do estado, Rio Branco, a situação é bem diferente, apesar de o Rio Acre ter atingido o nível de alerta em março. A cota tem variado na casa dos 12 e 13 metros e chegou ao máximo de 13,28 metros no dia 25 de março. “A tendência agora é de estabilidade e depois já começar a baixar”, avalia o geólogo Naziano Filizola, coordenador do projeto Rios On Line, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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Rondônia
De acordo com o geólogo, em Porto Velho (RO), a situação é semelhante. A cota do Rio Madeira está em um nível de atenção e tem variado nas últimas semanas. A previsão é que em breve a vazante comece para valer. Após chegar ao maior nível deste ano em 23 de março, o Madeira na capital de Rondônia baixou 55 centímetros e, nesta quinta-feira, chegou a 14,51 metros.

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